Área educacional e as oportunidades de colocação no mercado.

A procura pela formação e especialização na área educacional tornou-se peça fundamental para a inserção dos docentes no mercado de trabalho e o Brasil é um país que necessita de professores qualificados e prontos para encarar as novas exigências da área. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), o país conta com 186,1 mil escolas de educação básica, ou seja, quase 200 mil escolas que oferecem o primeiro nível do ensino escolar que compreende três etapas: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.

O Censo Escolar da Educação Básica de 2016, também realizado pelo INEP, identificou em relação à escolaridade dos docentes, que 77,5% dos professores que atuam na educação básica possuem nível superior completo. Desses docentes com graduação, 90,0% concluíram um curso de licenciatura. Geralmente, os profissionais que desejam atuar nas diversas áreas da educação escolhem o curso de Pedagogia. O pedagogo é um profissional de grande importância, pois ele é capaz de ensinar jovens, adultos e crianças e pode atuar em escolas públicas e privadas, creches, ONGs, elaboração de materiais didáticos, entre outros segmentos.

Muito mais que sala de aula

O pedagogo não se limita apenas em sala de aula, ele pode atuar na gestão escolar, supervisão de ensino, coordenação pedagógica e direção. O campo de atuação para o pedagogo é bastante amplo e está presente não só nas escolas, mas também nos hospitais, presídios e empresas.Fica claro perceber que a procura pela atuação na área educacional tem aumentado e, percebendo isso, as instituições de ensino superior vêm atualizando seus cursos de forma a atender as exigências do mercado para oferecer um ensino de qualidade aos seus alunos.

A estudante de Pedagogia, Camila Oliveira Costa Cabral, 25, pontua que “não é a quantidade de profissionais que é maior ou menor que a demanda existente, e sim a qualidade dos profissionais que atuam nesta área. Para ser professor tem que ter o dom de ensinar, gostar, se dedicar e buscar sempre aprender”.Camila ressalta também que “não adianta ter a formação se não tiver amor à profissão. Estudar, adquirir conhecimentos nunca é demais. Hoje, temos várias situações nas escolas em que devemos estar situados para trabalharmos de forma correta. Crianças especiais são uma delas”.

Educação Especial torna-se obrigatória no ensino regular 

De acordo com a Resolução CNE/CP nº1/2002, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, as instituições de ensino superior devem prever em sua organização curricular, formação docente voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos alunos com necessidades educacionais especiais.Conforme o Censo, 57,8% das escolas brasileiras têm alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades incluídas em classes comuns. Em 2008, esse percentual era de apenas 31%.Esse crescimento mostra que a demanda de profissionais aumentará no decorrer dos anos e, a exemplo disso, temos as designações das Secretarias de Educação dos estados brasileiros, que selecionam professores de várias formações, inclusive na educação especial para atuarem nas escolas públicas.Os índices têm aumentado graças à Política Nacional de Educação Especial Inclusiva, formulada pelo Ministério de Educação e Cultura, permitindo a convivência de alunos com necessidades especiais nas escolas de ensino regular.

As instituições estão de olho no mercado

Diversas instituições já oferecem especialização voltada para o ensino na educação especial, a exemplo disso, o Instituto Prominas oferece Pós-graduação em Educação Especial que habilita o professor a lecionar e acompanhar os alunos especiais, além de ofertar vários outros cursos de pós-graduação voltados para gestão, supervisão e administração escolar.